terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Palestra do Professor Francisco Louçã na Imprensa

Após a palestra o nosso grupo e o Professor Francisco Louçã fomos entrevistados pela Agência Lusa, estando aqui publicada a respectiva reportagem:

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Também nos jornais apareceram referências à nossa actividade, tais como A Bola, Jornal de Notícias e Diário de Notícias.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Palestra do Professor Francisco Louçã

       Por volta das 10.15 do passado dia 8 de Fevereiro já os alunos do nosso grupo se encontravam à porta da escola à espera do nosso convidado, o professor Francisco Louçã. Apesar de ansiosos, encontrávamo-nos confiantes e satisfeitos pela oportunidade de poder conviver com um dos mais prestigiados dirigentes políticos do nosso país.
       Ás 10.20, acompanhado por um assistente, chegou o professor Francisco Louçã que, com toda a simpatia aceitou tomar um café com a nossa Directora de Turma e com o Director da escola no bar dos professores.
Ver DSCN1411a...jpg na apresentação de diapositivosDeputado Francisco Louçã chega às instalações da BE, acompanhado pela DT do 12º6, Drª Cecília Farinha



       Entretanto, as turmas convidadas (12º4, 12º6 e 11º2) já se encontravam no auditório e o grupo ultimava os preparativos.


Ver DSCN1424a...jpg na apresentação de diapositivos

       Aquando da chegada do professor ao auditório, posicionámo-nos e demos inicio à nossa palestra. Começámos por fazer uma breve apresentação do nosso grupo, do projecto, e dos principais objectivos e actividades e do professor Francisco Louçã, com alguns dados biográficos e factos políticos.

Ver DSCN1462a...jpg na apresentação de diapositivosVer P1040622....jpeg na apresentação de diapositivosVer P1040615....jpeg na apresentação de diapositivos
       A sessão decorreu num ambiente descontraído e de interacção permanente entre o convidado e a plateia que muito pertinentemente foi colocando as mais diversas questões e fomentando o debate. O debate/palestra começou com as perguntas já formuladas anteriormente pelo nosso grupo, mas rapidamente os elementos da plateia começaram a colocar as suas próprias perguntas, o que, apesar de ter desviado o debate para outras temáticas,  contribuiu para a valorização do mesmo e para a abordagem de diversos assuntos que interessam a toda a gente e influenciam as nossas vidas. Além do papel que os jovens devem ocupar na política e daquilo que devem e podem fazer, foram também debatidos a actualidade política do país, a situação financeira, o desemprego e a precariedade, o fosso entre ricos e pobres e até a descriminalização de drogas leves.
      
Ver P1040617....jpeg na apresentação de diapositivos
Ver DSCN1473a...jpg na apresentação de diapositivosVer DSCN1434a...jpg na apresentação de diapositivosVer DSCN1482a...jpg na apresentação de diapositivos
       Numa palestra que foi marcada pelo total esclarecimento das questões e dúvidas dos elementos do público e do próprio grupo, sobressaiu a total adesão do convidado e a enorme demonstração de interesse por parte da plateia.


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       Após a palestra, acompanhámos o professor Francisco Louçã à saída tendo sido entrevistados, entretanto, pela agência Lusa.

Ver P1040634....jpeg na apresentação de diapositivos



        Agradecemos, em primeiro lugar, a presença do professor Francisco Louçã, mas também a participação das turmas 12º4, 12º6 e 11º2, e o empenho que foi demonstrado pela Biblioteca Escolar e pela Direcção da nossa escola.

       «Estas iniciativas são excelentes para a divulgação da importância que a política deve ter para os jovens e do papel que eles devem ter na sociedade» - Francisco Louçã


Ver P1040640....jpeg na apresentação de diapositivos

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Francisco Louçã na Escola Secundária Fernão Mendes Pinto (Almada)

No próximo dia 8 de Fevereiro vamos ter o privilégio de receber na nossa escola o Deputado Professor Francisco Louçã, que virá falar-nos acerca do Papel dos Jovens na Vida Política. Esperamos que seja uma sessão muito agradável e útil, de forma a que todos entendamos melhor o nosso papel na vida social e política.


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Inquérito: Os Jovens e a Vida Política

No passado mês de Novembro, realizámos um inquérito na Escola Secundária Fernão Mendes Pinto (Almada), com o objectivo de averiguar o conhecimento dos alunos da nossa escola acerca da actualidade política e de conhecimentos relacionados com a história do país.

Após a elaboração do inquérito e a sua respectiva distribuição a duas turmas de 12º ano, a uma de 10º e a outra de 11º foi-nos possível, depois de efectuar as contagens e termos analisado os resultados, confirmar a nossa ideia de que os jovens da nossa idade têm muito poucos conhecimentos acerca da vida politica em Portugal.

Consideramos que, apesar dos resultados terem sido francamente negativos, as perguntas eram de um nível bastante fácil e que o seu conteúdo devia ser do conhecimento de todos os nossos entrevistados visto focarem aspectos e factos da vida politica portuguesa que, quase diariamente, passam nas televisões e são comentados nos programas de opinião, nas rádios e nos jornais e revistas.
De facto, os resultados confirmam a importância que o nosso trabalho tem no papel que poderá desempenhar de foco de informação para os alunos da escola, do ensino secundário e de mudança de mentalidades quanto ao que é a politica e a importância que tem nas nossas vidas.
A facilidade do inquérito ganhava ainda maior relevo visto que as respostas eram de escolha múltipla e que por essa mesma razão bastava o mínimo de conhecimento ou interesse pelo nosso dia-a-dia.





Perguntas:

1-Quem ocupa neste momento o cargo de Presidente da República Portuguesa ?
2-Qual o partido que, em 2009, ganhou as eleições legislativas portuguesas ?

3-Quem desempenha, de momento, as funções de Presidente da Assembleia da República ?

4-Quantos mandatos e quantos anos por mandato pode estar em funções o Primeiro-Ministro ?

5-Dos partidos com representação parlamentar, qual o partido com ideologias mais à direita e qual o seu líder ?

6-Em que data terminou a 1ª República Portuguesa ?

7-No actual regime, quem detém o poder legislativo ?

8-Qual o Ministro do actual governo que ocupa a pasta da Presidência ?

9-Qual é o partido representado na Assembleia da República com a data de fundação mais antiga ?

10-Quem é o Presidente de bancada parlamentar do PS ?




    



Eis uma pequena síntese dos resultados que considerámos mais importantes e demonstrativos:


A 1ª pergunta (Presidente da República), a mais básica e obrigatória de saber, foi aquela que teve mais respostas correctas, apesar de nem todos os alunos terem acertado (93% respostas certas) destacando-se a turma de 11º ano de Artes onde em 21 alunos apenas 17 acertaram.

Na 2ª pergunta (partido que ganhou as eleições legislativas em 2009) houve uma grande disparidade de resultados, tendo-se registado uma percentagem de respostas certas de 89% na turma 12º Humanidades e de 96% na de 10º Economia, enquanto que nas turmas de 11º de Artes e de 12º Ciências registaram-se, respectivamente, apenas 38% e 52% de respostas acertadas.


Relativamente à 3ª resposta (Presidente Assembleia da República) verificaram-se resultados muito negativos (52%, 42% e 19%) tendo-se apenas destacado a turma de 10º Economia com 84% das respostas correctas.

A pergunta 4 (nº de mandatos e de anos por cada mandato que o primeiro-ministro pode desempenhar), apesar de ser uma em que os resultados totais foram os mais elevados (66% respostas correctas), os valores variaram entre os 47% 11º Artes e os 80% 10º Economia.
   
Na pergunta 5 (segunda pergunta com resultados mais negativos – 81% respostas erradas) a turma de 12º Humanidades foi aquela que ainda assim, com 31% respostas certas, foi a que teve resultados menos negativos quando teve que dizer qual o partido com representação partidária com ideologias mais à direita e qual o seu líder.
   
Foi a pergunta 6 (data do fim da 1ª república) uma das que mais nos surpreendeu, com apenas 60% totais de respostas certas. Essa foi uma matéria que todos os alunos sem excepção já deram no 9º ano e até em anos lectivos anteriores e que por isso deveria ser sabida por todos, até pela importância que também teve para o nosso país. Na turma de Artes 11º, por exemplo, apenas 33% dos alunos responderam acertadamente a esta pergunta básica.
   
Relativamente à pergunta 7 (no actual regime quem detém o poder legislativo), mais uma que considerávamos básica e óbvia, apenas 67% dos alunos acertou, com destaque para a turma de Humanidades 12º com 88% de respostas certas e para as turmas de 11º Artes e 12º Ciências com 57% apenas de respostas certas.
  
Esta questão 8 (qual o ministro que ocupa a pasta da Presidência) foi a que registou uma menor percentagem de respostas certas, tendo apenas 18% dos alunos acertado, com destaque mais que negativo para as turmas de Artes 11º e Ciências 12º com 9,5% ambas e 10,5% para a turma de 12º Humanidades. 
   
Na pergunta 9 (qual o partido com representação na Assembleia da República com data de fundação mais antiga), que era uma pergunta de cultura geral mas principalmente relacionada com a história do nosso país mas também com as influências vindas do estrangeiro, apenas conseguiram responder acertadamente a esta pergunta 33% dos alunos, com os resultados mais baixos a registarem-se novamente nas turmas de 11º Artes e 11º Ciências – 19% respostas certas.
   
Chegando por fim à questão 10 em que no total acertaram somente 26% dos alunos inquiridos (presidente da bancada parlamentar do PS) registou-se o pior desempenho por parte do 11º Artes com 19% e seguidas pelo 12º Ciências e 12º Humanidades, com 23% e 26% respectivamente de respostas certas.
   
Depois da exposição dos resultados, que, quanto a nós, nos pareceram mais significativos e demonstrativos, é-nos possível mais uma vez frisar a ignorância e a falta de conhecimentos básicos acerca da vida política do nosso país por parte dos jovens da nossa idade e que pode e deve ser combatida.
   
Este inquérito prova também que a idade não é um referencial ou um factor que permita dizer que um certo grupo detém mais conhecimentos que outro, visto que a turma que mais se destacou pela positiva foi a de 10º Economia.
   
A segunda turma que apresentou melhores resultados foi a nossa – 12º Humanidades – o que evidencia que se um certo tema, neste caso a politica, for abordado e discutido quer na sala de aula quer mesmo nas conversas informais entre os alunos é possível que os mesmos se tornem mais cultos e conhecedores do mundo que os circunda e das opções que são passíveis de ser tomadas.
   
Concluindo, acreditamos que, apesar dos resultados extremamente negativos, é possível, se existir vontade e interesse por parte dos jovens, de se informarem e tornarem mais conscientes e conhecedores da nossa história e do nosso presente, para que se tornem mais activos e exercem o seu direito de cidadania.



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Resultado das Presidenciais

No passado Domingo, dia 23 de Janeiro, os Portugueses elegeram o nosso Presidente da República para um novo mandato de 5 anos. Anibal Cavaco Silva suplantou os seus oponentes na primeira volta, vencendo por maioria absoluta. As sondagens estavam certas desde o inicio, dando a vitória a Cavaco Silva por uma larga margem, deixando os seus rivais ainda distanciados.

Cavaco Silva - 52,94%, votantes - 2.230.362
Manuel Alegre - 19,75%, votantes - 832.042
Fernando Nobre - 14,10%, votantes - 593.910
Francisco Lopes - 7,14%, votantes - 300.861
José Manuel Coelho - 4,50%, votantes - 189.356

Defensor Moura - 1,57%, votantes - 66.092

Abstenção - 53,38% (não votaram 5.141.550)


http://www0.rtp.pt/noticias/?headline=135&visual=1

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais Portuguesas de 2011

As eleições presidenciais 2011 em Portugal vão realizar-se no dia 23 de Janeiro.
Existem seis candidatos assumidos às eleições portuguesas:

Cavaco Silva – Presidente desde 2006, recebeu apoio do Partido Social Democrata, do CDS – Partido Popular e do Movimento Esperança Portugal.
Defensor Moura – Independente, membro e deputado do Partido Socialista.
Fernando Nobre – Independente, presidente da AMI.
Francisco Lopes – Apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”.
José Manuel Coelho – Deputado do PND-Madeira.
Manuel Alegre – Apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Democrático do Atlântico.

O que é e o que faz o Presidente da República ?

QUEM SE PODE CANDIDATAR?
As candidaturas são propostas por cidadãos eleitores (num mínimo de 7500 e num máximo de 15000), e o candidato, para ser eleito, tem necessariamente de obter mais de metade dos votos validamente expressos. Para esse efeito, se necessário, realizar-se-á uma segunda votação com os dois candidatos mais votados no primeiro sufrágio.

COMO É ELEITO?
O Presidente da República é eleito pelos cidadãos, por sufrágio directo e universal, para um mandato de 5 anos, não podendo ser reeleito para um terceiro mandato consecutivo.


FUNÇÕES:
- Representar a República Portuguesa
- Garantir a independência nacional a unidade do Estado e o regular funcionamento das
instituições
 
COMPETÊNCIAS:
- O Comando Supremo das Forças Armadas
- A dissolução da Assembleia da República
- A nomeação do Primeiro-Ministro e a demissão do Governo
- A dissolução dos órgãos de governo próprio das regiões autónomas
- A declaração do estado de sítio ou do estado de emergência
- A declaração da guerra e feitura da paz
- Promulgação das leis, decretos-leis e decretos regulamentares e a assinatura dos restantes decretos do Governo
- A ratificação dos tratados internacionais e a assinatura dos decretos e resoluções que aprovem acordos internacionais
- A convocação do referendo
- A fiscalização preventiva da constitucionalidade
- A nomeação e exoneração de titulares de órgãos do Estado
- A nomeação dos embaixadores e dos enviados extraordinários
- O indulto e comutação de penas- os poderes transitórios relativos a Macau e Timor Leste


Preside ao Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República e ao Conselho de Ministros quando o Primeiro-Ministro lho solicitar.
 
Designa:
Cinco cidadãos para integrarem a composição deste órgão pelo período correspondente à duração do mandato do Presidente da República.




Retirámos esta informação do seguinte link:
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/media/Images/sistemapoliticoportug.pdf


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Entrevista ao Deputado Emídio Guerreiro (PSD)

Trabalho de pesquisa/trabalho de campo

Questionário a apresentar aos deputados das diferentes forças políticas:
1-      Qual a importância/papel dos jovens na vida politica?
2-      Qual a relevância dos jovens na construção da sociedade do futuro?
3-      Como podem os jovens participar mais activamente na vida politica e usufruir do seu direito de cidadania?
4-      O partido que representa tem em conta os direitos dos jovens e o seu futuro papel na sociedade?



No passado dia 2 de Dezembro, quinta-feira, o nosso grupo deslocou-se à Assembleia da Republica com o intuito de assistir a uma Sessão Plenária (discussão da proposta do PCP para que os dividendos das grandes empresas sejam apenas levantados para o próximo ano para que estejam sob a alçada das novas medidas orçamentais e, como tal, contribuir com mais dinheiro, dos impostos, para os cofres do Estado). A proposta acabou por ser reprovada contando apenas com os votos a favor do PCP do BE. Do governo não estava nenhum ministro presente.
Além do objectivo de assistirmos ao debate, conhecer a câmara dos deputados e apercebermo-nos do ambiente em que ocorrem os debates parlamentares, o que pela televisão e rádio não é possível, queríamos também entrevistar um deputado de cada força partidária e colocar-lhes as questões (em cima formuladas) referentes ao papel dos jovens na vida politica portuguesa, titulo do nosso trabalho, de forma a que tenhamos uma opinião de alguém que representa o povo, o poder politico, que convive dia-a-dia com as mais variadas situações de tomadas de decisão e escolha de alternativas e soluções e para que pudéssemos interagir e trocar impressões e opiniões com alguém distinto e que nos pudesse orientar e apoiar neste nosso trabalho. O convívio com um representante do poder foi uma realidade. De facto, após os contactos feitos para os diversos grupos parlamentares, apenas de um nos responderam.
Foi do PSD que, por intermédio de um assessor, nos disponibilizou uma reunião com um dos seus deputados, na sala principal de reuniões do próprio partido (no edifício novo, ao lado da Assembleia da República). Foi o deputado Emídio Guerreiro, deputado do PSD e eleito pelo Distrito Eleitoral de Braga, que coordena a Comissão de Educação do próprio partido e que em tempos fez parte da JSD, com quem tivemos o prazer de falar, fazer as nossas perguntas, debater alguns pontos e ainda informá-lo do nosso projecto e dos nossos objectivos, tendo recebido de imediato o seu apoio, interesse e inteira disponibilidade.
Na verdade, a pessoa que entrevistámos não poderia ter sido melhor. Além das suas excelentes capacidades de orador, conseguiu em aproximadamente 30 minutos de entrevista captar do princípio ao fim a nossa inteira atenção e mostrar-nos que os representantes do poder são pessoas como outras quaisquer que defendem os nossos direitos, interesses e valores, representando o povo e debatendo as várias soluções e alternativas a que os nossos problemas podem estar sujeitos.
De seguida, apresentamos apenas os principais pontos que o nosso entrevistado referiu em resposta às sucessivas perguntas, após as apresentações e a especificação do que pretendíamos e de qual era a génese do nosso projecto.










Pergunta 1 - «O vosso papel será aquele que vocês decidirem que querem ter e para isso têm que participar cada vez mais na vida política activa para serem parte da decisão»; «se não estivermos em cima da mesa do jogo não existimos quando alguém estiver a decidir por nós, e se os jovens continuarem alheados de tudo o que se passa à sua volta vão continuar a não ter o papel que desejariam e não poderão reivindicar os seus direitos»; «participem nos factos sociais, cívicos para que se ouça a vossa voz!»; «cada vez mais o interesse pela política por parte dos jovens é menor (…) reflecte-se nas eleições académicas, por exemplo, em que não há o apoio de nenhum partido»; «hoje em dia os partidos são tantos e as ideologias tão variadas que se torna fácil escolher mesmo que não concordemos com tudo a 100%»; «alguns dos deputados que temos hoje em dia começaram sem qualquer apoio de forças políticas nas listas de associações de estudantes das secundárias e das universidades»; «quem não é visto não é lembrado e quem não é lembrado não é tido em conta».
Pergunta 2 - «É decisivo que os jovens participem na construção da sociedade do futuro, visto que essa irá ser a sua sociedade»; «sempre achei que tinha de participar, se eu não falasse ninguém me ouvia!»; «a minha geração atingiu vários objectivos (…) por exemplo a tropa e a percentagem de estudantes universitários»; «há uma maior resignação na população e principal nos jovens»; «as causas somos nós que as criamos, e temos que lutar por elas adaptando-as à nossa realidade»; «a grande questão da juventude neste momento é a questão da empregabilidade»; «tem que existir uma adequação das necessidades do País com os cursos e as habilitações da população (…) vocês devem exigir saber a empregabilidade de cada curso e devem reivindicar e exigir estarem mais informados acerca disso, pois esse é o vosso futuro e ninguém quer estes números de desemprego».
Pergunta 3 - «Participando, têm que se rever num partido político e gerirem os processos de frustração e indignação»; «é fácil dizer que não nos identificamos com nenhum partido, mas de entre 22 partidos deve existir um em que em 10 coisas em concorde com 8»; «participar implica perder muitas batalhas e ser incompreendido (…) a malta nova não está habituada ao sentimento de frustração e negação e às contrariedades impostas pela sociedade e pelos problemas que vão surgindo»; «sempre que eu não voto estou a deixar que alguém vote por mim» ; «nos EUA apenas votam as pessoas que estão registadas e por isso a abstenção quase não existe visto que só se regista quem quer mesmo votar»; «há regimes em que quem não vota paga multa, concordo com esse sistema, todos têm que votar»; «a luta pelo voto universal foi muito intensa e custou muito aos nossos antepassados»; «as primeiras eleições em Portugal após o 25 de Abril tiveram uma participação de 96% dos registados, o que foi notável (…) a população queria fazer parte das decisões»; «na América os partidos sabem as pessoas que estão registadas para votar e andam de casa em casa mesmo nos dias da votação e ligavam dos call centers (…) e é a democracia mais avançada do mundo e vista como um exemplo e não têm problemas pois só aqueles que se interessam é que podem decidir»; «decidam por vós próprios».
Pergunta 4 - «O PSD é um partido histórico e a JSD sempre teve um papel importantíssimo como consciência crítica do PSD»; «em todos os órgãos do partido a JSD tem representantes e até mesmo parlamentarmente»; «mesmo na direcção geral com apenas 15 elementos, incluindo Passos Coelho, a JSD tem dois representantes e é o órgão máximo do partido, a cúpula»; «eu fiz parte do movimento «SIM» pelo aborto que começou a ser debatido pela JSD nos meus tempos de militância na Juventude»; «a malta da minha geração sempre lutou muito por essas questões éticas nas quais o PSD dá liberdade de voto aos seus deputados (como aconteceu na questão dos homossexuais), sendo o único partido que tem liberdade de voto, apesar de os partidos da esquerda dizerem que são eles que são menos conservadores»; «os jovens na JSD são bem-vindos e acarinhados e têm lugar garantido e permanente nos vários órgãos do partido, para se poder fazer ouvir e dizer o que acha do País mas também do próprio partido»; «quanto maior quantidade de jovens houver a participar maior irá ser a qualidade»; «possivelmente há jovens que só estão na política por interesse mas só se os que verdadeiramente se interessam deixarem (…) mas para isso é necessário participarem»; «apesar de ser de direita sou a favor das greves e das manifestações cheias de gente quando são por causas justas»; «participei na vigília dos professores e discursei»; «a chatice é que as coisas correm mal à primeira e o pessoal desiste, não pode continuar assim»; «a gente não consegue mudar o mundo, mas podemos ajudar, e vocês têm um papel importante».
Síntese da entrevista ao deputado Emídio Guerreiro (PSD).

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Balanço do Ano de 2010

Antes de mais desejamos um Bom Ano de 2011 a todos os visitantes do nosso blog.

Estreamos o nosso blog fazendo um balanço do ano 2010 ao nível político.

Com a entrada do novo ano que se antevê ser de extrema dificuldade para toda a população, com maior incidência nas camadas mais baixas com os cortes nos benefícios fiscais e os aumentos nos impostos além dos cortes salariais, achámos por bem fazer uma pequena retrospectiva de como foi o ano 2010 a nível politico e os principais acontecimentos que farão este ano ficar para a história nacional, e, nalguns casos até mundial.
Num ano tão agitado, quer ao nível político quer económico e social, destacámos estes acontecimentos politicos como os mais marcantes e importantes do ano transacto:



Face Oculta – Escutas que abalaram o País (envolvimento de José Sócrates) – uma investigação aos negócios de um sucateiro, Manuel Godinho, desembocou num inédito despacho judicial: nunca antes um primeiro-ministro fora indiciado pela suspeita de um crime. Também o ex-ministro Armando Vara, então gestor do BCP e amigo de José Sócrates foi constituído arguido. Este caso deu origem, devido à pressão por parte de responsáveis políticos, à nomeação de uma comissão parlamentar de inquérito ao denominado caso PT/TVI.


Legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo – Sendo o número de países muito reduzido, mesmo a nível mundial, que permite o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, a Assembleia da República aprovou em 2010, e sob forte contestação dos partidos de direita e da população mais conservadora, o diploma que permite o casamento entre homossexuais. Ao contrário de todas as expectativas geradas inclusivamente pela ainda recente visita papal, o diploma foi promulgado pelo Presidente da República, cuja decisão sofreu forte contestação por parte da Igreja e de elementos que o apoiam e defendem as suas ideias.


Negócio da Vivo – Após prolongadas negociações, accionistas e administradores da PT e Governo cederam na venda da brasileira Vivo à Telefònica. O uso da Golden Share por parte do Estado, numa primeira fase das negociações, suscitou algumas críticas por parte da oposição política. No entanto a PT além do dinheiro que arrecadou continuou o seu projecto no Brasil através da entrada na Oi. A antecipação da tributação dos dividendos por parte da PT, como forma de se isentar de impostos, dominou boa parte do debate político no final do ano de 2010.


Orçamento de Estado de 2011 – Pressionado pela União Europeia, que exige a diminuição do défice e da despesa, o Governo Português viu-se forçado a tomar medidas de austeridade (chamadas também de PEC 3) que diminuíssem os gastos do Estado e aumentassem a receita evitando dessa forma a bancarrota (como já havia acontecido na Grécia). Na tentativa de acalmar os mercados e de fazer baixar os juros da dívida externa o Governo, após negociações com o maior partido da oposição – PSD – viabilizou o Orçamento de Estado de 2011 sob forte contestação social e política. Consideradas por muitos as medidas mais duras de sempre, contam-se entre elas a redução do salário dos funcionários públicos que recebem mais de 1500 euros brutos por mês, o aumento de impostos (subida de 2% do IVA) e a redução dos apoios fiscais, como o abono de família. No entanto, o fantasma da entrada do FMI continua a assombrar os governantes e parte da população.


Greve geral – «um dia inédito» – já não se via nada assim desde 1988: há 22 anos que não havia uma greve geral, no nosso país, com a participação conjunta da CGTP e da UGT. As medidas de austeridade envolvendo o corte de salários na Função Pública e o aumento do IVA ditaram o entendimento entre os líderes das duas centrais sindicais, que contabilizaram no final do dia 24 de Novembro cerca de 3 milhões de trabalhadores que tinham aderido à greve. No entanto, a Greve Geral não chegou para demover o Governo de avançar com o pacote destinado a baixar o défice público.


Cimeira da Nato – Após a euforia da vitória no Concelho de Segurança da ONU, aí estava a cimeira da NATO onde desfilaram individualidades de mais de 60 delegações que no dia 19 e 20 de Novembro discutiram o futuro da Aliança, com a aprovação de um novo conceito estratégico, em que a Nato deixa de ser uma organização regional e se assume como potência global. Além disso, esteve em cima da mesa o futuro do Afeganistão e ainda houve tempo para uma aproximação histórica à Rússia, integrando-a na arquitectura de segurança euro-atlântica.


Campanha para as eleições presidenciais – com as eleições presidenciais a 23 de Janeiro de 2011, os candidatos empenham-se nas respectivas campanhas sendo de destacar o número bastante elevado de candidaturas de esquerda e a vitória quase garantida de Cavaco Silva à primeira volta, cuja confiança se alicerça nas sondagens deveras animadoras e no facto de nunca um Presidente da República que se tenha candidatado a um segundo mandato ter perdido as eleições. No entanto Manuel Alegre, apoiado pelo PS e BE, continua na luta e na esperança que a esquerda se una em torno dele.


Com o balanço de um ano de 2010 bastante negativo, pelo menos a nível político, económico e social, e que trará consequências para os próximos tempos, é de esperar um ano de 2011 complicado e de grande esforço por parte dos portugueses.